Rodoviários do Rio terão nova audiência com patrões na segunda-feira
Rodoviários do Rio terão nova audiência com patrões na segunda-feira para tentar acordo. A paralisação parcial desta semana expõe impasse em reajuste salarial e benefícios. Entenda o que está em jogo.
Rodoviários do Rio terão nova audiência com patrões na segunda-feira para tentar acordo. A paralisação parcial desta semana expõe impasse em reajuste salarial e benefícios. Entenda o que está em jogo.
Rodoviários do Rio terão nova audiência com patrões na segunda-feira
A nova audiência entre rodoviários e patrões no Rio de Janeiro está marcada para segunda-feira, após a paralisação parcial da categoria nesta semana. O impasse gira em torno do reajuste salarial, benefícios e condições de trabalho. A mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) tenta evitar uma greve geral.
O que está em jogo na audiência de segunda-feira
A audiência de segunda-feira será decisiva para o transporte público carioca. Os rodoviários, representados pelo Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro, cobram reajuste salarial de 12%, além de melhores condições de trabalho e vale-refeição. Os patrões, por meio do Setrans (Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Município do Rio de Janeiro), oferecem 6% de reajuste, o que gerou impasse.
Os pontos de impasse
- Reajuste salarial: rodoviários pedem 12%; patrões oferecem 6%.
- Vale-refeição: categoria quer aumento de 15%; empresas propõem 8%.
- Condições de trabalho: pontos como tempo de descanso e banheiros nos terminais seguem sem acordo.
O cenário das negociações
A paralisação parcial desta semana, que afetou linhas de ônibus em bairros como Madureira, Campo Grande e Bangu, foi um sinal da insatisfação da categoria. O TRT, que mediou a audiência anterior sem sucesso, convocou nova reunião para segunda-feira. O hábito de negociações arrastadas revela a dificuldade de conciliar as demandas em um setor com margens apertadas.
O papel do TRT
O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ) tem atuado como mediador. Na última audiência, realizada na quarta-feira, não houve acordo. O tribunal determinou que 70% da frota circule em horários de pico, mas a categoria descumpriu parcialmente, gerando multa diária de R$ 50 mil.
O que os rodoviários querem
A categoria alega que o reajuste de 6% não cobre a inflação acumulada nos últimos 12 meses, que, segundo dados do IBGE, ficou em 4,2% em maio. Além disso, pedem vale-refeição de R$ 35 por dia, contra os atuais R$ 28. As empresas argumentam que o aumento de custos com diesel e manutenção inviabiliza propostas maiores.
O que os patrões dizem
O Setrans afirma que a oferta de 6% já é um esforço, considerando a queda de passageiros pós-pandemia e o aumento de 15% no diesel em 2026. A entidade pede que a categoria avalie a proposta com responsabilidade, para evitar uma greve que prejudique a população.
O impacto para o passageiro
Para quem depende de ônibus no Rio, a audiência de segunda-feira pode definir o rumo do transporte nos próximos dias. Uma greve geral afetaria cerca de 4 milhões de passageiros por dia, segundo dados da Prefeitura do Rio. O hábito de negociações de última hora revela a tensão entre as partes.
Rotas alternativas
Enquanto não há acordo, a orientação é buscar rotas alternativas, como BRT, metrô e trem. A Supervia, que opera trens, informou que pode reforçar a frota em caso de greve.
O que esperar da audiência
A audiência de segunda-feira será no TRT-RJ, às 14h. Se não houver acordo, a categoria pode deflagrar greve por tempo indeterminado. O tribunal pode decretar a ilegalidade da greve se considerar que os serviços essenciais não foram mantidos.
Possíveis cenários
- Acordo: reajuste entre 8% e 10%, com vale-refeição em R$ 32.
- Impasse: greve geral a partir de terça-feira.
- Mediação: nova audiência na quarta-feira, com possibilidade de dissídio coletivo.
Perguntas Frequentes
Quando será a nova audiência entre rodoviários e patrões no Rio?
A audiência está marcada para segunda-feira, no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ).
O que os rodoviários estão pedindo?
A categoria pede reajuste salarial de 12%, vale-refeição de R$ 35 por dia e melhores condições de trabalho.
O que os patrões estão oferecendo?
As empresas oferecem reajuste de 6% e vale-refeição de R$ 30 por dia.
O que acontece se não houver acordo?
Se não houver acordo, a categoria pode deflagrar greve geral, afetando milhões de passageiros.
Como fica o transporte durante a greve?
Em caso de greve, a orientação é buscar rotas alternativas, como BRT, metrô e trem. A Prefeitura do Rio pode decretar transporte emergencial.
Quem está mediando a negociação?
A mediação é feita pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ).