Operação da PF: prisão de bicheiro, ex-presidente da Alerj e pastor em 2026
A Polícia Federal deflagrou operação que resultou na prisão de um bicheiro, do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e de um pastor. Entenda o que a PF apura e quem são os alvos da investigação.
A Polícia Federal deflagrou operação que resultou na prisão de um bicheiro, do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e de um pastor. Entenda o que a PF apura e quem são os alvos da investigação.
Operação da PF: prisão de bicheiro, ex-presidente da Alerj e pastor
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (2) uma operação que resultou na prisão de um bicheiro, do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e de um pastor. As investigações, que correm sob sigilo, apuram crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e exploração de jogos de azar. Segundo a PF, os alvos mantinham relações financeiras suspeitas e usavam empresas de fachada para movimentar valores milionários.
Quem são os alvos da operação da PF
A operação cumpre mandados de prisão temporária contra três figuras públicas. O bicheiro, conhecido por atuação histórica no jogo do bicho do Rio, já havia sido alvo de outras fases da mesma investigação. O ex-presidente da Alerj, que comandou a casa entre 2021 e 2023, é investigado por suposto recebimento de propina para facilitar interesses de grupos criminosos. O pastor, líder de igreja evangélica na Baixada Fluminense, teria atuado como laranja em transações imobiliárias.
Bicheiro: histórico de envolvimento com jogo ilegal
O bicheiro preso responde a processos anteriores por contravenção penal e lavagem de dinheiro. Em 2024, a PF já havia apreendido bens em seu nome, incluindo imóveis e veículos de luxo. A nova fase mira a ocultação de patrimônio por meio de empresas de fachada abertas em nome de terceiros.
Ex-presidente da Alerj: conexão política
O ex-presidente da Alerj, que também já foi deputado estadual, é acusado de usar o cargo para aprovar leis que beneficiariam o grupo do bicheiro. De acordo com a PF, há indícios de que ele recebeu vantagens indevidas em contratos de licitação e repasses de emendas parlamentares. A defesa do ex-deputado nega as acusações.
Pastor: elo religioso e financeiro
O pastor preso, líder de uma igreja com milhares de fiéis, é investigado por movimentar recursos ilícitos por meio de doações e dízimos. A PF encontrou registros de transferências bancárias entre contas da igreja e empresas ligadas ao bicheiro. A defesa do pastor afirma que as doações são legítimas e que não há irregularidades.
O que a PF investiga
A operação, batizada de "Lava Jato do Jogo", apura um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 500 milhões nos últimos cinco anos. Os recursos teriam origem em máquinas caça-níqueis, bingos clandestinos e apostas online não autorizadas. A PF também investiga a participação de servidores públicos que teriam facilitado o funcionamento dos jogos ilegais.
Lavagem de dinheiro: empresas de fachada e imóveis
A PF identificou ao menos 20 empresas de fachada usadas para ocultar o dinheiro do jogo do bicho. Essas empresas, muitas abertas em nome de laranjas, emitiam notas frias e simulavam contratos de prestação de serviços. Os valores eram então investidos em imóveis de luxo, veículos e contas no exterior.
Organização criminosa: hierarquia e divisão de tarefas
As investigações revelaram uma estrutura hierarquizada, com o bicheiro no topo, o ex-presidente da Alerj como articulador político e o pastor como operador financeiro. Cada um tinha funções específicas: o bicheiro controlava os pontos de jogo, o ex-deputado garantia a blindagem legislativa e o pastor lavava o dinheiro por meio de instituições religiosas.
Desdobramentos e próximos passos
Os presos serão ouvidos pela Justiça Federal nos próximos dias. A PF solicitará a conversão das prisões temporárias em preventivas, caso os indícios se confirmem. Além disso, novas fases da operação podem mirar outros políticos e empresários operações da PF contra crime organizado.
Repercussão política e social
A prisão do ex-presidente da Alerj gerou reações na Assembleia Legislativa. A Mesa Diretora afirmou que vai abrir sindicância interna para apurar possíveis irregularidades. Já a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) acompanha o caso para garantir o direito de defesa dos investigados.
Perguntas Frequentes
O que é a operação da PF contra bicheiro, ex-presidente da Alerj e pastor?
É uma investigação da Polícia Federal que prendeu temporariamente três pessoas suspeitas de lavagem de dinheiro, organização criminosa e exploração de jogos ilegais.
Quem são os presos na operação?
Um bicheiro com histórico de contravenção, o ex-presidente da Alerj (2021-2023) e um pastor evangélico da Baixada Fluminense.
Qual o valor movimentado pelo esquema?
Segundo a PF, o esquema movimentou cerca de R$ 500 milhões nos últimos cinco anos.
O que a PF encontrou contra o ex-presidente da Alerj?
Indícios de recebimento de propina para aprovar leis que beneficiariam o grupo do bicheiro, além de irregularidades em licitações.
Como o pastor participava do esquema?
Ele usava contas da igreja e empresas de fachada para lavar o dinheiro do jogo ilegal, segundo a PF.
Haverá novas prisões?
A PF não descarta novas fases da operação, que podem mirar outros políticos e empresários ligados ao esquema.