Fila do INSS é zerada em agosto: entenda o que muda
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou que a fila de atendimentos do INSS foi zerada em agosto. Saiba como isso foi possível e o que ainda falta para quem espera há mais de 45 dias.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou que a fila de atendimentos do INSS foi zerada em agosto. Saiba como isso foi possível e o que ainda falta para quem espera há mais de 45 dias.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta quinta-feira (3) que a fila de atendimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi zerada em agosto. A declaração foi dada no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A marca representa um marco para milhões de brasileiros que dependem de benefícios como aposentadorias e o BPC.
Segundo o Ministério da Previdência, desde fevereiro até agosto, o número de pedidos aguardando atendimento caiu gradativamente. Em fevereiro, eram 3,12 milhões de pessoas na fila, enquanto 1,17 milhão de novos pedidos foram abertos naquele mês. O número foi caindo até chegar a 1,547 milhão em julho. Em agosto, a quantidade de novos pedidos superou o total de pessoas aguardando, o que levou à conclusão de que a fila deixou de existir.
"Quando isso acontece, não temos uma fila. Temos um fluxo de atendimento. Deixou de existir uma fila para existir atendimento. Estamos numa situação parecida com uma loja que tem 12 vendedores e entram 8 clientes. Estamos com folga no atendimento por maior que seja a demanda", explicou Queiroz.
O que contribuiu para zerar a fila do INSS
O Ministério da Previdência atribuiu a redução a uma combinação de medidas. Entre elas, a nomeação de novos servidores aprovados em concurso público, a expansão do uso de telemedicina em 865 agências e a adoção da perícia médica documental. Nesse modelo, o segurado não precisa ir a uma agência: basta enviar a documentação comprobatória.
Também foram citados os mutirões realizados aos fins de semana e o pagamento de bônus para servidores que concluem tarefas acima das metas. Segundo o ministro, o plano de gerenciamento de benefícios foi responsável por, somente em 2026, 2 milhões de atendimentos adicionais.
O INSS recebe, atualmente, cerca de 1,3 milhão de pedidos por mês, o que equivale a 43 mil solicitações diárias. "É com esse gigante que lidamos", destacou Wolney Queiroz.
Tempo de espera cai, mas ainda há casos pendentes
Além da fila zerada, o tempo médio de espera por uma decisão sobre perícia caiu para 34 dias, abaixo do prazo legal de 45 dias. O presidente Lula comentou a iniciativa: "O que a gente quer é humanizar a fila. É a pessoa ter o tempo correto de dar entrada, esperar e receber o seu benefício".
Apesar do avanço, o ministro e o secretário-executivo da pasta, Felipe Cavalcante, reconheceram que ainda existem 224 mil pessoas aguardando o resultado de perícias há mais de 45 dias. São casos específicos e pedidos especiais, como benefícios de prestação continuada (BPC) e aposentadorias. A orientação é que esses segurados continuem acompanhando o andamento pelo portal Meu INSS.
Perguntas Frequentes
Como saber se minha perícia foi analisada?
O acompanhamento pode ser feito pelo site ou aplicativo Meu INSS, na opção de consultar requerimentos. O resultado também é comunicado por carta ou mensagem.
O que fazer se meu pedido está há mais de 45 dias?
Nesse caso, é possível registrar uma reclamação na ouvidoria do INSS ou buscar orientação em uma agência, levando o número do protocolo.
A perícia documental é aceita para todos os benefícios?
Não. A perícia documental é uma alternativa para situações em que não é necessário exame presencial, mas cada caso é avaliado individualmente pelo INSS.
O que muda para quem vai pedir um benefício agora?
Com a fila zerada, o fluxo de atendimento deve ser mais rápido, mas o prazo de 45 dias para decisão continua valendo como teto legal. como funciona o pedido de aposentadoria o que é o BPC