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Fila de espera por perícia do INSS é zerada em agosto

ResumoA fila de espera por perícia do INSS foi zerada em agosto de 2024, conforme o ministro Wolney Queiroz. A redução começou em fevereiro, quando havia 3,12 milhões de pedidos pendentes. O INSS implementou mutirões e teleperícias para acelerar análises. Desafios restantes incluem manter o ritmo e evitar novos acúmulos.

Em agosto, a fila de espera por perícia do INSS foi zerada, segundo o ministro Wolney Queiroz. Redução começou em fevereiro, com 3,12 milhões de pedidos. Entenda o que mudou e os desafios restantes.

Dani Travassos Dani Travassos · Jornalista de geral
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Fila de espera por perícia do INSS é zerada em agosto
Foto: Imagem ilustrativa · TNT Web

Em agosto, a fila de espera por perícia do INSS foi zerada, segundo o ministro Wolney Queiroz. Redução começou em fevereiro, com 3,12 milhões de pedidos. Entenda o que mudou e os desafios restantes.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta quinta-feira (3) que a fila de espera por perícia do INSS foi zerada em agosto. A declaração ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministério, desde fevereiro o número de pedidos aguardando atendimento caiu de forma gradual, até que, em agosto, os novos pedidos superaram o total de pessoas na fila. O que isso significa na prática? Não há mais um acúmulo histórico de espera, mas um fluxo contínuo de atendimento, como explicou Queiroz: "Quando isso acontece, não temos uma fila. Temos um fluxo de atendimento. Deixou de existir uma fila para existir atendimento. Estamos numa situação parecida com uma loja que tem 12 vendedores e entram 8 clientes. Estamos com folga no atendimento por maior que seja a demanda."

O que mudou na fila do INSS entre fevereiro e agosto

Os números divulgados pelo Ministério da Previdência mostram uma trajetória de queda consistente. Em fevereiro, 3,12 milhões de pessoas aguardavam perícia, enquanto 1,17 milhão abriram novos pedidos naquele mês. A fila foi diminuindo mês a mês até chegar a 1,547 milhão em julho. Em agosto, o volume de novos requerimentos superou o estoque de espera, o que levou o governo a declarar a fila zerada.

Essa virada não aconteceu por acaso. O ministério listou quatro frentes principais: nomeação de novos servidores por concurso público, uso de telemedicina em 865 agências, adoção da perícia médica documental e mutirões em fins de semana com bônus para servidores que superam metas. A perícia documental, em especial, elimina a necessidade de comparecimento presencial: o segurado envia a documentação comprobatória e recebe a análise à distância.

Por que a fila do INSS zerou: os fatores por trás do anúncio

O plano de gerenciamento de benefícios, segundo Queiroz, foi responsável por 2 milhões de atendimentos extras somente em 2026. O INSS recebe cerca de 1,3 milhão de pedidos por mês, o equivalente a 43 mil por dia. "É com esse gigante que lidamos", afirmou o ministro.

A combinação de reforço no quadro de pessoal e tecnologia permitiu que o instituto processasse mais pedidos do que recebia, o que reduziu o estoque acumulado. O presidente Lula também comentou o resultado: "O que a gente quer é humanizar a fila. É a pessoa ter o tempo correto de dar entrada, esperar e receber o seu benefício".

Tempo de espera pela perícia caiu, mas 224 mil casos ainda passam de 45 dias

Além da redução no número de esperas, o tempo médio para uma decisão sobre a perícia também diminuiu. O prazo legal é de 45 dias, e o INSS atingiu uma média de 34 dias. Ainda assim, há um grupo de 224 mil pessoas aguardando há mais de 45 dias, conforme reconheceram o ministro Wolney Queiroz e o secretário-executivo da pasta, Felipe Cavalcante.

Esses casos são classificados como específicos e pedidos especiais. Entre eles estão benefícios de prestação continuada (BPC) e aposentadorias. O ministro e o secretário não detalharam os motivos da demora nessas situações, mas indicaram que não se trata de um problema generalizado, e sim de exceções que exigem análise mais aprofundada.

Como funciona a perícia documental e a telemedicina no INSS

A perícia médica documental é uma das apostas do governo para desafogar o sistema. Nela, o segurado não precisa ir a uma agência do INSS. Basta enviar a documentação que comprove a condição de saúde. Esse modelo reduz deslocamentos e agiliza a análise, especialmente em regiões com pouca estrutura.

A telemedicina, por sua vez, está presente em 865 agências. Ela permite que médicos peritos realizem atendimentos à distância, ampliando a capacidade de cobertura sem exigir presença física. Essas ferramentas, somadas aos mutirões de fim de semana, explicam parte do aumento na capacidade de resposta do instituto.

O que ainda preocupa: BPC e aposentadorias na fila acima de 45 dias

Embora a fila geral tenha sido zerada, os 224 mil casos pendentes acima de 45 dias concentram-se em benefícios de prestação continuada e aposentadorias. O BPC, destinado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, exige avaliação social e médica, o que pode prolongar o processo. Já as aposentadorias por invalidez, em alguns casos, demandam exames complementares ou revisões.

O governo não deu prazo para resolver esses casos, mas a manutenção do fluxo de atendimento é vista como prioridade. A declaração de fila zerada não elimina a necessidade de acompanhamento, já que novos pedidos continuam chegando diariamente.

Perguntas Frequentes

A fila do INSS foi realmente zerada?

Sim, segundo o Ministério da Previdência, em agosto o número de novos pedidos superou o de pessoas na fila, o que caracteriza fim do estoque de espera. O anúncio foi feito em 3 de setembro, no Palácio do Planalto.

Quantas pessoas estavam na fila em fevereiro?

Em fevereiro, 3,12 milhões de pessoas aguardavam perícia. Em julho, o número caiu para 1,547 milhão.

O que é a perícia documental?

É uma modalidade em que o segurado não precisa comparecer à agência do INSS, bastando enviar documentação comprobatória para análise médica.

Quantos dias o INSS leva para dar a resposta da perícia?

O prazo médio atual é de 34 dias, abaixo do limite legal de 45 dias. Ainda há 224 mil casos que ultrapassam esse prazo, principalmente BPC e aposentadorias.

Quais medidas ajudaram a reduzir a fila?

Nomeação de servidores por concurso, telemedicina em 865 agências, perícia documental, mutirões e bônus por metas concluídas.

como consultar o andamento do benefício no INSS o que fazer se a perícia demorar mais de 45 dias

Análise: o que esperar da manutenção do fluxo

A declaração de fila zerada é um marco, mas depende de continuidade. O INSS recebe 43 mil pedidos por dia, e qualquer redução no ritmo de atendimento pode reverter o quadro. A manutenção dos mutirões e o investimento em tecnologia serão testados nos próximos meses, especialmente com o aumento sazonal de solicitações. Os 224 mil casos acima de 45 dias mostram que a solução não é uniforme: benefícios como BPC e aposentadorias exigem atenção específica para evitar novo acúmulo. O governo aposta na estrutura atual, mas a gestão da demanda diária seguirá sendo o principal desafio.

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