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Fila de espera por perícia do INSS é zerada em agosto

ResumoO Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) zerou a fila de espera por perícias médicas em agosto de 2025, conforme anunciou o ministro Wolney Queiroz. A redução do estoque ocorreu após mudanças no fluxo de atendimento, mas 224 mil segurados ainda aguardam análise de benefícios por outros motivos, o que mantém alerta sobre prazos e capacidade operacional.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou que a fila de perícias do INSS foi zerada em agosto. Entenda como o fluxo de atendimento mudou e o que ainda gera alerta para 224 mil segurados.

Eloá Pimentel Eloá Pimentel · Repórter de comportamento
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Fila de espera por perícia do INSS é zerada em agosto
Foto: Imagem ilustrativa · TNT Web

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou que a fila de perícias do INSS foi zerada em agosto. Entenda como o fluxo de atendimento mudou e o que ainda gera alerta para 224 mil segurados.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta quinta-feira (3) que a fila de espera por perícia do INSS foi zerada em agosto. A marca foi atingida no mês passado, e o anúncio ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministério, o número de pedidos aguardando atendimento caiu de forma gradativa desde fevereiro, quando havia 3,12 milhões de pessoas na fila, até chegar a 1,547 milhão em julho. Em agosto, os novos pedidos superaram a fila existente, o que, na avaliação do governo, indica um fluxo de atendimento, não mais uma fila.

A fila de espera por perícia do INSS foi zerada em agosto, segundo o Ministério da Previdência Social. Isso significa que, pela primeira vez, o número de pedidos que entram é menor que a capacidade de atendimento. O instituto recebe, atualmente, cerca de 1,3 milhão de pedidos por mês, ou 43 mil por dia. O ministro Wolney Queiroz comparou a situação a uma loja com 12 vendedores e 8 clientes: "Estamos com folga no atendimento por maior que seja a demanda". A redução da fila é atribuída a medidas como concurso público, telemedicina e perícia documental, além de mutirões e bônus para servidores.

O que mudou no fluxo de atendimento do INSS?

A mudança central, segundo o Ministério da Previdência, é que a fila deixou de existir para dar lugar a um fluxo contínuo de atendimento. Em fevereiro, 3,12 milhões de pessoas aguardavam perícia, enquanto 1,17 milhão de novos pedidos foram abertos naquele mês. A partir daí, o número de espera caiu mês a mês, até atingir 1,547 milhão em julho. Em agosto, os novos pedidos superaram a fila, o que levou o ministro a declarar: "Quando isso acontece, não temos uma fila. Temos um fluxo de atendimento".

O ministério esclarece que esse resultado não veio de uma única medida. A nomeação de novos servidores por concurso público, as 865 agências operando com telemedicina e a adoção da perícia médica documental são apontadas como causas principais. Na perícia documental, o segurado não precisa ir a uma agência: basta enviar a documentação comprobatória. Além disso, mutirões em fins de semana e o pagamento de bônus para servidores que concluem tarefas acima das metas também contribuíram.

Segundo o ministro, o plano de gerenciamento de benefícios foi responsável por 2 milhões de atendimentos a mais somente em 2026. O INSS lida com um volume diário de 43 mil pedidos, o que Queiroz resumiu: "É com esse gigante que lidamos".

Redução no tempo de espera: prazo médio cai para 34 dias

Além de zerar a fila, o INSS conseguiu reduzir o tempo médio de espera por uma decisão sobre a perícia. O prazo definido por lei é de 45 dias, mas o instituto atingiu uma média de 34 dias. Essa redução é significativa para quem depende do benefício para viver, já que a demora na resposta impacta diretamente o orçamento familiar.

Ainda assim, o ministro Wolney Queiroz e o secretário-executivo da pasta, Felipe Cavalcante, reconhecem que há um grupo de 224 mil pessoas aguardando o resultado de perícias por um prazo superior a 45 dias. Esses casos são descritos como específicos e pedidos especiais, que incluem benefícios de prestação continuada (BPC) e aposentadorias. O governo não detalhou os motivos da demora nesses casos, mas a menção a BPC e aposentadorias sugere que a complexidade da análise pode ser um fator.

Como o governo explica a queda na fila?

A explicação oficial passa por quatro frentes principais. A primeira é a nomeação de novos servidores por concurso público, que reforçou o quadro de peritos. A segunda é a telemedicina, que permite que 865 agências realizem perícias à distância, ampliando a capacidade de atendimento sem necessidade de deslocamento. A terceira é a perícia médica documental, que elimina a exigência de comparecimento presencial. A quarta é a combinação de mutirões em fins de semana com bônus para servidores que superam metas.

Essas medidas, segundo o ministério, foram responsáveis por um aumento de 2 milhões de atendimentos em 2026. O ministro Queiroz comparou a situação a uma loja com equipe ociosa: "Estamos numa situação parecida com uma loja que tem 12 vendedores e entram 8 clientes". A metáfora ilustra a folga no sistema, que agora consegue absorver a demanda mensal de 1,3 milhão de pedidos.

O que ainda preocupa: 224 mil pedidos acima do prazo legal

Apesar do anúncio positivo, o ministro e o secretário-executivo admitem que 224 mil pessoas seguem aguardando perícia por mais de 45 dias. Esses casos são tratados como exceções, mas a quantidade é expressiva. Entre os pedidos nessa situação estão os de BPC e aposentadorias, que podem envolver análises mais complexas ou exigir documentação adicional.

O presidente Lula, durante o anúncio, destacou o objetivo de "humanizar a fila", garantindo que a pessoa tenha o tempo correto para dar entrada, esperar e receber o benefício. A fala reforça a intenção do governo de manter o atendimento fluido, mesmo diante de casos que ainda demandam atenção especial.

Análise: o que esperar daqui para frente?

A zeragem da fila é um marco, mas o cenário exige cautela. O volume de novos pedidos, que gira em torno de 43 mil por dia, pode pressionar o sistema a qualquer momento. A manutenção do fluxo depende da continuidade das medidas estruturais, como a telemedicina e a perícia documental, além da reposição de servidores. A existência de 224 mil casos acima do prazo legal mostra que a solução não é uniforme, e a atenção a casos específicos, como BPC e aposentadorias, será crucial para evitar o retorno de filas.

Perguntas Frequentes

O que significa a fila de perícia do INSS zerada?

Significa que, em agosto, o número de novos pedidos de perícia superou o número de pedidos aguardando atendimento. Na prática, não há mais acúmulo de espera, mas um fluxo contínuo de análise.

Qual era o tamanho da fila em fevereiro?

Em fevereiro, havia 3,12 milhões de pessoas aguardando perícia. Em julho, o número caiu para 1,547 milhão, e em agosto a fila foi considerada zerada.

Quanto tempo o INSS leva para responder uma perícia?

O prazo legal é de 45 dias, mas o INSS atingiu uma média de 34 dias. Ainda há 224 mil pedidos que excedem o prazo legal, segundo o ministério.

Quais medidas ajudaram a zerar a fila?

Nomeação de novos servidores, telemedicina em 865 agências, perícia médica documental, mutirões em fins de semana e bônus para servidores que superam metas.

O que é perícia médica documental?

É uma modalidade em que o segurado não precisa ir a uma agência do INSS. Basta enviar a documentação comprobatória, o que agiliza a análise.

Ainda há pessoas esperando por perícia?

Sim. O ministro e o secretário-executivo reconhecem que 224 mil pessoas aguardam por mais de 45 dias, em casos específicos como BPC e aposentadorias.

Veja também: como funciona a perícia médica do INSS e o que é o BPC e quem tem direito.

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